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A Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) realizou, na manhã do dia 8, sua segunda reunião do Grupo de Inteligência em 2025. No formato on-line, o doutor em Economia e consultor setorial Marcos Lélis falou sobre os reflexos das instabilidades internacionais na economia brasileira e no setor calçadista nacional. 


Segundo Lélis, a guerra tarifária travada entre Estados Unidos e China tem reflexos distintos no mercado financeiro internacional, sendo o primeiro efeito a recessão da economia norte-americana, com juros elevados, e a busca de mercados alternativos por parte dos exportadores chineses. O economista ressalta que o impacto, na cadeia calçadista brasileira, acontece, principalmente, pela China, que vem desovando sua produção em mercados importantes para o Brasil, impactando também as exportações nacionais. “Já o reflexo direto no mercado brasileiro é a não projeção de baixa dos nossos juros nos próximos meses, já que ambos - o norte-americano e o brasiileiro - estão vinculados para não gerar desvalorização do Real”, explica, ressaltando que, no dia 7, a o Banco Central já havia ajustado a Selic para 14,75% ao ano, maior taxa desde 2006. 


Brasil

No Brasil, a recente valorização da moeda nacional sobre o dólar tem impacto na inflação, já que reflete nos preços da gasolina e dos alimentos. Segundo Lélis, mesmo com inflação acima da meta (3%), atualmente em 5,5%, não existe perspectiva de aumento ao longo do ano. A atividade econômica brasileira, que cresceu 3,8% no acumulado de 2025, é outro indicativo positivo. “O boletim Focus não vem alterando as projeções, sendo que seguimos com a de um crescimento de 2% no PIB em 2025 e de 1,2% em 2026”, conta. 


Por outro lado, um impeditivo para o aumento do consumo no mercado doméstico segue sendo o alto endividamento das famílias, hoje em 77%, conforme pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “Em 2015, esse índice era de 20%. Então, o endividamento segue sendo um impeditivo para o maior consumo no Brasil”, ressalta. 


Análise setorial

Conforme Lélis, a produção da indústria calçadista nacional cresceu 0,8% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado. Embora positiva, a performance está bem abaixo do crescimento da média nacional, de cerca 3% no mesmo intervalo. “Acende a luz amarela no setor”, destaca. Para o ano, a projeção segue positiva, mas pode ser afetada pelas instabilidades internacionais nas exportações de calçados, que tiveram um incremento de 14%, em pares, no primeiro trimestre. 


Grupo

Coordenado por Lélis, o grupo setorial de Inteligência de Mercado da Assintecal se reúne a cada dois meses para trazer números atualizados e projeções com base no panorama dos mercados nacional e internacional. O encontro é aberto para associados da Assintecal. Mais informações pelo e-mail relacionamento@assintecal.org.br.



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